sexta-feira, setembro 22, 2006

Luzes através do Tempo





As setas e os quadrados coloridos indicam a posição de IOK-1.
Saiu semana passada na Reuters, 13 de setembro, o anúncio de que cientistas, através do Telescópio Subaru identificaram a galáxia mais distante até o momento, a quase 13 bilhões de anos-luz. Acredita-se que a descoberta pode ajudar a explicar como as estrelas se formaram nos primórdios da existência do universo.
A galáxia, denominada IOK-1, é tão distante que as ondas de luz que chegam à Terra mostram-na como um sistema de estrelas que existia pouco depois do Big Bang, a explosão de energia que supostamente criou o universo conhecido, há mais de treze bilhões de anos.
Esse período, denominado pelos astrônomos como Idades Negras, correspondeu a formação das primeiras estrelas e galáxias, a partir das partículas elementares. Os cientistas nunca haviam conseguido observar diretamente registros desse estágio da formação do universo até agora.
Os astrônomos que operam o Telescópio Subaru, em Hilo (no Havaí, Est
ados Unidos), desenvolveram um filtro para captar a luz que durante bilhões de anos foi "esmagada" para o espectro vermelho pela expansão do universo - o chamado "desvio para o vermelho".
Os cientistas, que publicam suas conclusões numa recente edição da revista Nature, esperavam encontrar pelo menos seis galáxias semelhantes à IOK-1, que está a 12,88 bilhões de anos-luz (registre-se: um ano-luz é a distância que a luz percorre em um ano, o equivalente a 9,46 trilhões de quilômetros). Os pesquisadores acharam só um objeto que puderam identificar como uma galáxia. Independentemente disso, a descoberta mostra que o universo mudou muito nos 60 milhões de anos que separam a IOK-1 das próximas galáxias mais antigas observadas da Terra, conforme os astrônomos. Os cientistas encontraram outro objeto semelhante ao IOK-1, mas não puderam confirmar se se trata de uma galáxia distante ou de outra coisa, como talvez um buraco negro.